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Ney Matogrosso

Para milhares de pessoas ou para um publico pequeno o canto do Ney realmente cabe em qualquer canto. Canto em qualquer canto durou dois anos, viajou o Brasil de ponta a ponta, em junho de 2007 cruzou o Atlântico e encerrou a turnê na Itália.

O estilo mais comportado que esteve presente no show anterior foi deixado de lado, agora ele mostra novo visual, inspirado em seus modelos mais extravagantes, no seu novo show Inclassificáveis que teve a sua estréia em Juiz de Fora no início da primavera. 


“Gosto de mudar, de mexer para que a coisa fique atraente para que eu possa fazer. Não é uma preocupação com o público, mas com o meu prazer de estar fazendo. E me aproximo de novo do pop rock, que é uma coisa que gosto de fazer. Surgi assim, e de vez em quando eu gosto de fazer.

Daí muda tudo, banda, tudo. Montei uma banda em São Paulo, ensaiamos durante um mês e meio lá. É isso, um show pop rock, portanto com bastante liberdade de figurinos e ação. Apesar de estar me sentindo muito à vontade ali, o Canto em Qualquer Canto era um recital pop, mas me restringia. Esse não, me dá uma maior liberdade.”

O espetáculo subverte a ordem natural da indústria fonográfica, que dita que um artista deve lançar um CD novo para depois sair em turnê. No caso de “Inclassificáveis”, Ney Matogrosso fará o contrário, talvez assinalando o que há anos já se discute: o fim da indústria fonográfica tal qual nós a conhecemos. “Para mim, o disco sempre foi um veículo para meus shows. Agora com a derrocada do CD sinto-me mais livre para exercitar minha verdadeira paixão, que é o palco”. 

A apresentação terá 22 canções, 12 delas releituras de sucessos de outros cantores. Só de Cazuza são quatro composições. Ney abre o show com ‘O Tempo Não Pára’ e termina com ‘Pro Dia Nascer Feliz’. Ainda serão apresentadas ‘Por que a Gente É Assim?’ e ‘Seda’, letra inédita do compositor, que ganhou arranjos de Lobão.

No repertório ainda há versões de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil e Jorge Drexler. Entre as inéditas, destaque para os novos compositores, que permeiam o repertório. Estarão no show canções de Pedro Luis, Iara Rennó, Alice Ruiz e Fred Martins, além de Marcelo Camelo, do Los Hermanos, e de Arnaldo Antunes.

Sobre o repertório, o intérprete conta que a idéia é trazer coisas novas, já que seu lema é: “sempre para frente, o que ficou pra trás é passado. Das antigas, vem ‘Mal Necessário’, que é dos anos 80, fez sucesso e nunca mais cantei”, ‘Mente Mente’ de Robinson Borba, ‘Novamente’ de Fred Martins. 

O figurino tem assinatura de Ocimar Versolato, sempre mostrando um cantor provante e ousado. Ney aparece coberto de brilhos, que no decorrer do show se transformam em outros, a partir de cada troca em cena de adereços e peças. Uma recuperação do Ney “exótico” dos anos de 1970 e 80, época que encarnava um pavão misterioso andrógino e espalhafatoso. “Não é uma tentativa de recuperar nada daquela época, apenas uma proposta visual que achei bonita. Do passado só guardo meu espírito sempre crítico.”

A direção musical é de Emílio Carrera, ex-integrante dos Secos e Molhados.
O cenário do novo show remete aos tempos de extravagâncias cênicas e leva a assinatura de Milton Cunha. No palco, uma nova banda renova o cantor: Carlinhos Noronha (baixo), Junior Meirelles (guitarra / violão), Sergio Machado (bateria), Emilio Carrera (piano, teclado e direção musical), DJ Tubarão (percussão e pick up) e Felipe Roseno (percussão).

Em março de 2008 lançou o CD/DVD Inclassificáveis.

Ney comemora seus 35 anos com projetos ambiciosos, dois deles realizados pelo cineasta Joel Pizzini, em parceria com o Canal Brasil: o filme “Olho Nu” e um documentário ainda sem titulo. Ambos relatam etapas importantes da vida e da trajetória do cantor, mostrando o resgate de imagens raríssimas.

No premiado “Depois de Tudo”, curta metragem de 12 minutos, o cantor interpreta um homem casado há 35 anos, que mantêm um relacionamento extraconjugal com outro homem (interpretado pelo ator Nildo Parente). Cenas do cotidiano como cozinhar, assistir filmes, dormir abraçado e beijos ternos preenchem a tela de forma sutil e sensível.“Me ver beijando na boca de outro homem, era tudo o que as pessoas queriam”.

A frase foi dita por Ney Matogrosso durante a coletiva de imprensa realizada antes da primeira exibição de “Depois de Tudo” (2008), curta de Rafael Saar, que teve sua estréia no II For Raibow – Festival de Cinema da Diversidade Sexual, realizado entre 05 e 09 de setembro na cidade de Ceará.

Finalmente foram relançados os álbuns da fase inicial de Ney Matogrosso em CD, em edição luxuosa, numa caixa com 17 títulos, em edição conjunta das gravadoras Universal, Warner e Sony/BMG. Do presente para o passado, a caixa “Camaleão” abrange todo o período da carreira solo de Ney, logo após a sua saída dos Secos & Molhados, na década de 1970, atravessando os anos 80 e chegando ao início da década seguinte com encontro do cantor com o violão de Rafael Rabello, em “À Flor da Pele” (1991), além de dois CDs-Bônus: a coletânea “Pérolas Raras” e “Caetano Veloso, João Bosco e Ney Matogrosso – Brazil Night”, registro de uma apresentação no Festival de Montreux, na Suíça, em 1983.

O cantor destaca “Pescador de Pérolas” (1987) como um trabalho de importância fundamental em sua trajetória.“Até Pescador de Pérolas, eu tinha certa insegurança em saber se era realmente um cantor ou se eu era um ator que cantava. Um ator pode até cantar bem, dominar a técnica, mas é diferente de um cantor. Um cantor tem que ser intuitivo. Naquele show, de ambiente camerístico e no qual eu não usava maquiagem nem fantasia para me comunicar com o público, entendi que eu era mesmo um cantor”. A caixa foi organizada pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour.

Em dezembro de 2008, estreiaem Santos seu novo show: Beijo Bandido.

Em fevereiro de 2009 começaram as filmagens do longa “Luz Nas Trevas – A Revolta de Luz Vermelha”, continuação do clássico de 1968 “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, baseado na história do criminoso João Acácio (1942-1998). No remake, Ney interpretará o próprio bandido, vivido por Paulo Villaça (1946-1992) no primeiro filme. “Assim como o personagem, Ney tem personalidade fortíssima”, afirma a diretora e viúvade Sganzerla, Helena Ignez. “É um artista extraordinário”“Gosto de desafios. Acho a vida interessante com desafios.

Nesse, tem o que me assusta e o que me atrai, que é fazer a continuação disso, principalmente por ser um roteiro de Sganzerla”, disse Ney à Folha, após acompanhar, no 41º Festival de Brasília, a exibição do curta “Depois de Tudo”, de Rafael Saar, em que atua. O elenco do longa ainda conta com nomes como Maria Luisa Mendonça, Djin Sganzerla e Simone Spoladore. Selton Mello e Daniel Filho também devem fazer participações. Enquanto isso, Inclassificáveis, com algumas alterações, continuou na estrada, paralelo a todos esses projetos.

Beijo Bandido

O CD, lançado em outubro, apresenta uma necessidade de Ney em intercalar trabalhos ousados com mais introspectivos. A maioria das canções se trata de relações amorosas.

O repertório começou a ser montado a partir do desejo de recuperar canções que havia gravado com outras pessoas e  que ficaram de fora da caixa Camaleão, organizada por Rodrigo Faour, além de outras que ele já tinha vontade de cantar.

O título Beijo Bandido foi inspirado na letra de “Invento, música do compositor gaúcho Vitor Ramil. Ney da um banho de interpretação, técnica e sedução, mesclando músicas antigas com canções contemporâneas.

A direção musical e os arranjos são de Leandro Braga, cujo piano se sobressai por vontade de Ney. Além de Braga, que já trabalhou com o cantor em projetos anteriores, completam a banda Lui Coimbra (cello e violão), Ricardo Amado (violino e bandolim) e Felipe Roseno (percussão).

 

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