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Com mais de 40 anos de experiência em Psiquiatria e Psicoterapia com adolescentes, adultos, casais e famílias, o Dr. Luiz Cuschnir se tornou o mais respeitado especialista brasileiro nas questões do feminino e masculino, sendo o idealizador e coordenador do GENDER GROUP® do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do IDEN- Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher. Formado pela FCMS – Faculdade de Ciência Médicas de Santos com Graduação e Mestrado em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP, teve especialização em psicodrama pela Sociedade de Psicodrama de São Paulo, pelo Instituto J. L. Moreno da Argentina e pelo World Center of Psychodrama, no próprio Moreno Institute em Beacon, N.Y. Tem a titulação de professor, supervisor e terapêuta de alunos da FEBRAP – Federação Brasileira e Psicológica. Estagiou na MenCenter Clinical – Executive Psychologists, Washington, D.C, EUA. Formado como terapeuta de EMDR – Eye Movement Desensitization and Reprocessing. Terapeuta certificado em Brainspotting – Reprocessamento de Pontos Cerebrais. Autor de treze livros e consultor especializado para diversos grupos de mídia, Luiz Cuschnir exerce sua atividade profissional como psicoterapeuta em uma clínica particular no bairro do Paraíso em São Paulo e também trabalha com o GENDER GROUP® para dentro de empresas, desenvolvendo profissionais levando em conta o masculino e o feminino no ambiente de trabalho.

BIOGRAFIA
Eu poderia ter sido engenheiro, arquiteto ou administrador de empresas, mas quando assisti o filme Freud, Além da Alma me fascinei com a Psiquiatria e decidi meu destino profissional. De repente, aos 17 anos, me vejo longe da família, cursando medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Santos, mas ao invés de me dedicar apenas à psiquiatria, resolvi estudar todas as matérias médicas. Queria me preparar mais amplamente primeiro. Assim, me vi passando em um difícil concurso para acadêmicos no Hospital Maternal de São Paulo e por um ano trabalhei na maternidade fazendo partos, além de ao longo dos primeiros anos de faculdade acompanhar cirurgias gastroenterológicas, plásticas e ginecológicas. Freqüentei inúmeros congressos e cursos de outras áreas, além de ter sido o diretor social do diretório acadêmico, promovendo grandes eventos para a faculdade. Aí, no 5º ano, chegou a hora de focar e me mantive totalmente voltado para a área da psiquiatria e da psicoterapia.

museudigitalmoreno-registros (4)Após o meu primeiro contato com a psicoterapia junguiana, me aproximei do psicodrama, ainda no internato do curso de medicina, cursando a formação para terapeutas. Foi aí que um colega me sugeriu pedir para minha família, de presente de formatura, um estágio diretamente com o criador do psicodrama, o J. L. Moreno: “Você não sabe quanto tempo ele ainda vai viver…” disse ele. Eu tinha a possibilidade de fazer meu estágio optativo final do curso de Medicina lá no Instituto Moreno em N.Y e assim o fiz. Como o casal J. L. e Zerka morava na propriedade onde os estudantes tinham a sua residência, o meu contato com eles era também fora dos horários de trabalho psicodramático. Era uma rotina de treinamento intensa, nos sete dias da semana, com três sessões de três horas por dia, e nos tempos livres, eu aproveitava para ir à casa deles onde me encontrava com Jonathan, o único filho do casal, de quem sou amigo até hoje. Também saia com Zerka para fazer compras de supermercados, principalmente guloseimas para nos energizar naquele inverno rigoroso, ao norte do estado de Nova York, enquanto fazíamos os psicodramas de nossas vidas para treinarmos o papel de psicodramatista. No ano seguinte, aqui no Brasil, recebo uma carta de Zerka me informando que J.L. Moreno havia falecido. Ele foi enterrado naquela mesma propriedade onde eu havia passado por aquela preciosa formação. Completando com mais horas de treinamento, o único psicoterapeuta brasileiro a se formar no Instituto, com o privilégio de ter tido essa experiência única de convivência psicodramática, o verdadeiro psicodrama moreniano, o “viver o psicodrama”.

Em uma segunda estada no Instituto, já sob o comando de Zerka, comentei com Jonathan Moreno que não me conformava por não haver uma publicação em livro da autobiografia do grande médico. Acabei eu mesmo editando a obra, completei com notas, coloquei minhas fotos com eles, criei uma capa com uma imagem dele e no fundo o nome dele escrito em hebraico. O livro foi publicado no Brasil pela Editora Saraiva. Nos meus primeiros anos como psicoterapeuta, atendi um número grande de adolescentes. Nas sessões vinculares, entre pais e filhos, apareciam as dificuldades de comunicação amorosa dos homens e seus filhos, coisas que envolviam afeto masculino e mostrando grandes lacunas a serem transpostas para que ambos experimentassem a amorosidade entre homens. Paralelo a isso, devido ao crescente movimento feminista, estavam ocorrendo grandes transformações no universo feminino que afetava drasticamente em como eles iriam responder às mulheres em suas solicitações. Estes dois assuntos se imbricavam ao se tratar dos papéis de pai e mãe, valores dentro e fora de casa, paradigmas de educação de filhos e conflitos psicológicos. Descobri um curso em um congresso da Intenational Association of Group Psychotherapy and Group Processes em Amsterdam e lá vivenciei o que estava sendo desenvolvido na área psicanalítica clássica a respeito de grupos de gênero. Fiquei fascinado e encontrei uma chave para desenvolver algo aqui no Brasil. Um convite da Sociedade de Psicodrama de São Paulo para justamente expor as novidades desse congresso me deu a chance de implementar um workshop com terapeutas interessados nessa nova abordagem. Ao mesmo tempo, arrisquei fazer o primeiro grupo só de homens no consultório apesar da resistência de pacientes e até entre profissionais tradicionais que não tinham nenhum contato com a questão dos gêneros além da temática dos direitos sociais da mulher. Pelos preconceitos que percebia ao apresentar este trabalho, resolvi denominá-lo “Gender Group” em inglês – grupos de gêneros “pegavam mal”. Não se realizavam trabalhos psicoterapêuticos focados diretamente nas questões conflitivas que o homem e a mulher viviam perante essa mudança paradigmática do ser um Novo Homem e um Nova Mulher. Esse primeiro grupo me levou às “páginas amarelas” da revista Veja pela primeira vez e a mídia me descobriu como consultor de reportagens a respeito das novas visões do Masculismo. Nessa ocasião sou denominado por outra revista como precursor também luiz2de um movimento com esse nome, confundindo o meu papel de estudioso e terapeuta com líder de um movimento social que defendia os homens. Sempre escrevendo a respeito dessas experiências, fui estudando e criando novos grupos terapêuticos de vivências. Levei vários homens e mulheres para Águas de S. Pedro e trabalhei com eles em separado e em conjunto, dentro do hotel Jerubiaçaba e do Bosque da cidade.

Criei inúmeros formatos de abordagens psicoterapeutica e temas onde o foco era o repensar o masculino e o feminino para cada um e surgiram várias oportunidades de desenvolver este trabalho em diferentes cantos do Brasil. Aproximar homens e mulheres nessas questões ainda tão confusas dava a dimensão do quanto se precisava trabalhar o mundo interno do homem e da mulher de diferentes culturas, estados e religiões, para se propiciar um desenvolvimento dos novos paradigmas. Iniciei a minha carreira de autor sem imaginar a dimensão para onde eu estaria me dirigindo. Em uma outra oportunidade, quando em contato com a ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos, tive o apoio para um estagio no MenCenter® – Clinical Executive Psychologists em Washington, D. C., E.U.A com Alvin Baraff, Ph. D. Lá tive mais experiências de atendimentos específicos a executivos, especialmente funcionários públicos americanos. Fui presidente sul-americano do 1st. International Congress of Man em Toronto, Canadá além outros tantos congressos e conferências que estimularam meus estudos sobre gêneros. Depois, me solicitaram levar este trabalho para o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas onde criei um estudo formal científico com grupo de homens e apliquei diversos instrumentos e procedimentos psicodinâmicos específicos para se trabalhar com o gênero masculino e desenvolver as questões de conflitos emocionais em homens. Depois de três anos de trabalho apresentei em uma dissertação de mestrado “Masculismo, um estudo dos conflitos emocionais masculinos através do GENDER GROUP®“, onde ao mesmo tempo comprovo a eficácia dessa abordagem psicoterapêutica grupal que criei para esse fim e estudo profundamente a psicologia masculina em grupos. Algum tempo depois, ampliei a mesma abordagem para as mulheres e expandindo o serviço cada vez mais, passei a trabalhar nesta mesma perspectiva todas as faixas de adultos inscritos, chegando até a pacientes com mais de 70 anos.

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